Por Nova Portugalidade
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Este magnífico mural, no bairro de Santa Cruz do Rio de Janeiro, recorda o Brasil das suas raízes. E recorda-o de que é país desbravado, construído, evangelizado pelos bravos padres que lhe chegaram da Europa. Estes homens extraordinários eram campeões do espírito e do vigor físico; entregavam-se a viagens de milhares de quilómetros pelo mar revolto e pela selva cerrada, faziam missões, abriam colégios, criavam hospitais, mostravam à Europa a língua do índio e ao índio o português. Onde o missionário português encontrou dezenas de nações indígenas que se odiavam, se combatiam, se escravizavam e se devoravam, onde achou tribos para quem o canibalismo ritual era aspecto normal da vida, a incerteza constante, a arquitectura desconhecida, a escrita ignorada e a música coisa por inventar, deixou um Brasil imenso, cristão e português de cidades, estradas, mosteiros e arte. Há quem lamente o dia em que Portugal chegou à costa brasileira. Trata-se de gente que não sabe do que fala.

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