Por Hugo Dantas
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O Bloco de Esquerda distingue-se entre os partidos políticos portugueses pela insistência retórica nos assuntos das “minorias”. Recentemente, o Bloco tem ganhado protagonismo pela denúncia de um alegado “racismo” com que as pessoas de ascendência africana são vitimadas em Portugal, para o que é um instrumento a caricatura da história, as contendas com os mortos, a ostentação de desprezo pela “República” e pela nacionalidade. Com tudo isto, pretende ser “anti-racista”.

Mas a verdade é que é o Bloco que segue a prática, já de si questionável, de dividir a população por categorias rácicas e de proceder à colagem dos respectivos estereótipos. Para o Bloco, uma sociedade de unidade na diversidade, em que a raça seja um não-assunto, não é uma opção. O Bloco não deseja a integração das minorias rácicas ou de quaisquer outras das que pretensamente defende, porque essa integração significaria a sua extinção política. Passaria rapidamente para a irrelevância.

Ao Bloco de Esquerda convém que essas minorias se mantenham separadas e em estado de guerra permanente com a sociedade que, supostamente, as oprime. Só assim o Bloco se pode encontrar acolhimento eleitoral como frente política de combate dessas minorias. Desejar a integração das mesmas equivaleria a tentar o suicídio.

O Bloco é um partido que está dependente do racismo instrumental para a sua sobrevivência. Ao contrário desta ferida purulenta aberta no seio da nossa vida política, a Nova Portugalidade é pela integração, como iguais, das gentes de todas as raças, etnias e culturas que compõem a Portugalidade.

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